Contato


Links para ambientes sociais que eu participo:



Porque você não me responde?

Te mandei um artigo/email/mensagem/etc e você não respondeu! Porque você me ignora?

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Antes de mais nada, peço desculpas por essa situação, mas preciso explicar que não me é humanamente possível responder tudo, nem a maioria, nem sequer uma "boa parte" dos contatos que recebo.


Veja bem, além dos meus vídeos, eu tenho um trabalho de expediente completo, as horas que tenho à noite preciso dividir entre lazer, minha esposa, minha cachorrinha, minha saúde... enfim, meus assuntos pessoais. No trabalho, minha internet fica sob uma maldita restrição que bloqueia quase tudo, então praticamente tudo que recebo é no celular, onde digitar uma resposta é duas vezes mais trabalhoso. 

Recebo cerca de 200 comentários por dia apenas do Youtube, mais algumas dezenas de mensagens diretas no email, facebook, entre outras formas de contato. E pela própria natureza dos assuntos que discuto, boa parte deles vem com textos enormes e/ou links para artigos e posts maiores ainda. E, isso eu posso garantir, tirando alguns links que não foram escritos exatamente pela pessoa, eu faço questão de ler absolutamente tudo que alguém me envia. Felizmente isso ainda tenho conseguido fazer.


Em resumo, são poucas as mensagens que de fato eu chego a responder. Quando são em meios que facilitam isso, eu ainda dou um "curtir" ou algo equivalente pra "sinalizar" à pessoa que vi o que ela disse, mas definitivamente não consigo responder a maior parte dos contatos. Não veja isso como se eu estivesse te ignorando ou menosprezando, é apenas uma limitação física minha mesmo.







Esperanto

Por que você acha que é válido um idioma internacional como o esperanto? faz quanto tempo que tu fala ele? 
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Faz anos que eu *não falo* esperanto... curti muito na época do aprendizado, conheci muita gente, fiz amigos, mas acabei me distanciando com o tempo.

Não entendi muito o que você quis dizer com o "válido". Se acho que devemos defender que ele seja usado comerical/politicamente, acredito que seja uma causa perdida.

Abrindo parênteses, algumas pessoas confundem o esperanto com uma proposta de ser uma "língua única" pra toda a humanidade. Não, não é essa a ambição dele, nunca foi. A proposta é ser uma "segunda língua", a língua padrão que se use para comunicação com pessoas de outros idiomas. Assim como hoje um japonês e um turco se comunicam com uma terceira língua (inglês), mas que fosse uma língua planejada, estável, simples de aprender, lógica, "racional".

De toda forma, mesmo isso, nunca vai acontecer.

Qualquer país que esteja "no comando" vai sempre impor seu idioma ao resto do mundo, isso nem é um plano maquiavélico mas uma coisa que acontece naturalmente. Prepare-se pra um futuro onde você vai ter que aprender chinês pra não ser considerado analfabeto funcional :p

Idealismos à parte, na vida real, esperanto é legal pela curiosidade mesmo. Ele te dá uma boa bagagem pra aprender outras línguas, é extremamente rápido de aprender porque não tem as incoerências e excessões de outras línguas (um "s" nunca tem som de "z", não existem verbos que se conjugam de forma diferente, etc).

Também é legal o senso de "comunidade" que alguns grupos falantes possuem, quando você está conversando com alguém em esperanto a pessoa se mostra bem mais solícita, prestativa, amistosa com estrangeiros que o comum. Aliás, falando esperanto vc consegue se hospedar de graça em virtualmente qualquer país do mundo.

Mas enfim, é pouco mais que uma brincadeira. Nada que vá te impulsionar na carreira ou vida profissional, nem nenhuma proposta política viável.

Debates com Craig

Duas sobre feminismo

Clarion, você se considera feminista? Vi seus vídeos sobre feminismo, até mesmo o da caixa de bombons, mas mesmo assim mantenho a pergunta. `Pra deixar claro, na minha opinião, não é preciso concordar 100% com uma ideologia para se declarar a favor dela.
Apenas acho que se deve conhecer, concordar com boa parte de suas ideias e desejar a sua implantação na sociedade. Tendo dito isso, segundo isso, você se considera feminista?

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Então Júlia, é uma pergunta que vai mais longe do que parece... a princípio, antes de começar a tocar no assunto, eu me considerava, digamos, 80% feminista. Algo como apoiava a maioria das causas, mas discordava de um ou outro detalhe.

Quando cometi a "heresia" de expor esses pontos onde eu não concordava, acabei conhecendo uma outra face do feminismo, muito mais feia, de fanática, dogmática, autoritária, etc.

Talvez, segundo a definição "oficial", eu possa me considerar feminista. Mas dificilmente vou ser profundamente a favor de nenhuma entidade/grupo/organização feminista.

Sou a favor da igualdade. Sou a favor da extinção dos preconceitos de gênero. Sou a favor do combate - através de conscientização, campanhas, argumentação, e não de leis - à discriminação seja onde ela apareça, seja nos maridos que se sentem no direito de bater nas mulheres, seja nas mulheres que se sentem no direito de bater nos maridos.

Não sou a favor de nenhum tipo de lei que segrega pessoas por gênero como a Maria da Penha, embora seria a favor de uma "versão" da mesma lei que combatesse a "Violência Doméstica" em vez de apenas a "Violência Doméstica Contra a Mulher". Considero sexistas todas as ONGs feministas que tiveram parte na elaboração do texto dessa lei, e todas as pessoas que defendem a redação atual.

Discordo de qualquer lei que dê direitos e/ou deveres diferentes pra homens e mulheres sob qualquer pretexto, exceto apenas nos casos em que há diferença BIOLÓGICA e INCORRIGÍVEL entre os mesmos (caso da maternidade, por exemplo).


Sou absurdamente contra a culpabilização das vítimas de estupro, mas também sou contra exageros como dizer que cantada tosca e chantagem emocional são estupro, censura e processos contra piadas, etc.

Sou contra a diferença salarial entre homens e mulheres, mas também sou contra quem tira a conclusão apressada que isso é culpa apenas do preconceito dos empregadores, sem considerar que a educação dos pais, as responsabilidades familiares, as opções de vida e até quem sabe os próprios genes influenciam na conta. Sou terminantemente contra resolver o problema através de cotas e leis que interferem apenas no final da equação.

Sou contra o "Slut Shaming", a (des)valorização da mulher por causa da sua atividade sexual ou das suas roupas, mas acho um exagero quando começam a policiar meus gostos e querer ditar o que eu devo ou não devo achar bonito ou feio.


Sou, especialmente e acima de tudo, contra pessoas que acham que problemas como os citados acima precisam ser resolvidos urgentemente, através de leis rigorosas, mas ao mesmo tempo acham que questões como 90% das guardas de filhos irem pras mães, homens levarem 40% mais tempo de cadeia pelos mesmos crimes, ou a Dilma determinar que em caso de divórcio no Minha Casa Minha Vida, a casa ficar automaticamente pra mulher, são questões que não merecem o mesmo tratamento e urgência. Pessoas que, quando o caso é discriminação contra o homem, subitamente adquirem a capacidade de interpretar fatores externos, enxergar múltiplas variáveis, diluir a "culpa" e enxergar soluções alternativas pro problema. Acho essas pessoas hipócritas e sexistas.

Resumindo: Sou contra todas as formas de sexismo, seja através de opressão seja através de vitimização, sou contra direitos e/ou deveres diferentes, seja contra ou a favor de homens ou de mulheres.




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Qual sua opinião sobre movimento feminista?


Quer me deixar em maus lençóis né? XD Vamos lá...

O movimento feminista nasceu em um tempo diferente, onde ele era mais que necessário. Lutou por direitos básicos que eram negados às mulheres, e ainda são até hoje em algumas partes do mundo.

Com o tempo, no entanto, ele começou a ficar confuso. Os anos foram se passando, e as conquistas foram sendo atingidas. O voto, o direito a trabalho, educação, até mesmo o divórcio... a igualdade "jurídica" foi alcançada. O universo de "problemas" do feminismo foi diminuindo, mas o número de feministas só fez aumentar.

Esses grupos, cada vez maiores e mais heterogêneos, precisavam então fazer alguma coisa pra "sobreviver". Eles começaram a inventar problemas, policiar piadas, tomar conta do que passa na televisão, de como as mulheres se vestem, etc.... As desigualdades JURÍDICAS foram se extinguindo, mas os tentáculos políticos do movimento só crescendo. E começaram a surgir novas leis desiguais, mas dessa vez, em favor da mulher - como a Maria da Penha, por exemplo. 

Aos poucos, o feminismo foi se tornando uma massa amorfa, onde questões sérias como o aborto e a condenação de vítimas de estupro se misturam a questões ridículas como protestos contra a agressão sofrida pela vilã da novela, e panfletos que defendem que "cantada de pedreiro" é estupro. 

Eu poderia até conviver com isso, mas minha maior crítica, hoje em dia, mas o que mais me perturba é o quanto o movimento tem tomado ares de "religião". Já tem seus próprios dogmas, suas próprias verdades inquestionável, seu próprio demônio (o "Patriarcado"), sua própria cartilha de certo e errado. Estive por dois dias em um grupo de discussão feminista, e cheguei a presenciar uma delas praticamente pedindo autorização pros demais membros do grupo pra postar uma foto mais sensual de si mesma, querendo saber se a foto era aceitável segundo os valores feministas. E o pior de tudo, claro - tornou-se um movimento que não aceita críticas. Que ao menor sinal de que você não concorda com ABSOLUTAMENTE TUDO que eles fazem, você é imediatamente um agente do mal, um agente do patriarcado querendo oprimir as mulheres, etc etc etc.


Tenho plena noção de que existe, no papel, um "feminismo de verdade", que é 100% justo, igualitário, etc. Tenho até mesmo noção que existem algumas dessas "feministas de verdade". Mas seria hipocrisia, ou melhor, Falácia do Escocês, querer dizer que apenas essas são legítimas representantes do feminismo.


Música

Clarion, que DIABOS de música vc gosta de ouvir?? Nunca vi vc elogiando nada na música, hUAHUUHAUHahu

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HUAHUAHAHUAHUAHA

O "problema" é que eu curto muita coisa diferente... desde Rhapsody até Chitãozinho e Xororó, passando por Raimundos, Katy Perry, Engenheiros do Hawaii, Tim Minchin, Pouca Vogal, Pato Fu, Enya, Fafá de Belém, Alanis Morissette, HIM, Zeca Baleiro, Roxette, Gabriel o Pensador, Bob Marley, Ivete Sangalo, Raul Seixas....

Acho que por ser meio que musicalmente agnóstico, eu acabo ficando implicante com gente que quer canonizar determinados estilos (alô rock?) ou cantores/bandas (Cazuza, Beatles, Kurt Cobain, etc).

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Qual tipo de música você não gosta?

[a] Músicas barulhentas demais....
[b] músicas com muito instrumental e pouca letra...
[c] músicas com temas batidos e repetitivos tipo "oooh baby eu te amo"/"ooh como eu sou rebelde"/etc...
[d] músicas estilo "roupa invisível do rei", que são bobocas mas você é obrigado a gostar porque o autor é fodão/importante/renomado/etc.

O ateísmo torna as pessoas orgulhosas? E acreditar em Deus é sinal de humildade?

Vamos falar um pouquinho de humildade....

Qual a visão do ateu? Somos um mera gosma insignificante de carbono que por azar do destino calhou de desenvolver inteligência, perdidos num planetinha insosso girando em torno de uma estrelinha medíocre, que é totalmente insignificante frente às outras 200 bilhões de estrelas da nossa galáxia que por sua vez é uma galáxiazinha completamente medíocre entre incontáveis gazilhões de galáxias no universo. Resumindo, somos o micróbio do verme do cocô do cavalo do ajudante do coadjuvante galático.

Qual a visão religiosa? Somos totalmente especiais, os filhos favoritos de um deus cósmico que é muito maior que o universo e criou tudo isso exclusivamente para nós, e está intimamente interessado na nossa vida pessoal e sexual.
Resumindo, somos o centro e a razão da existência do universo.

Qual a sua conclusão?